O que é Tarot?

Tarot é um conjunto de cartas com pelo menos seis séculos de existência. Para que serve o tarot? Além de revelações, o tarot, com figuras universais, leva à uma profunda viagem ao nosso ínCartas de Tarot na Lotus Esoterismotimo.
Para entender a dimensão da maravilha que é o tarot, é preciso compreender, em um primeiro momento, sua estrutura. O tarot é composto por setenta e oito cartas, sendo vinte e dois arcanos maiores e cinquenta e seis arcanos menores, sendo que estes trazem os naipes de ouros, copas, espadas e paus. Cada figura do baralho conta uma história simbólica que acessa os níveis mais sutis de nossa mente, inatingíveis por nossa consciência. Neste sentido, o tarot funciona como uma poderosa ferramenta de autoconhecimento.

Considerado um mestre no assunto, em sua obra “Psicomagia”, o psicomago Alejandro Jodorowsky afirma: “partimos do princípio de que é inútil conhecer o futuro quando se ignora quem se é aqui e agora”. E é justamente a partir do autoconhecimento que o tarot opera transformando a vida daqueles que se consultam frequentemente com as cartas, apresentando caminhos e possibilidades criativas que antes permaneciam ocultas ou esquecidas. Entenda: por meio de seus padrões e mitos, que são comuns à todos os seres humanos, o tarot reflete o fluxo de vida da pessoa no momento da consulta e também aspectos profundos passado, adormecidos no inconsciente.
Aqueles que se consultam com frequência estabelecem, assim, um relacionamento saudável com as cartas e desta maneira passam a influenciar de forma consciente e ativa seus futuros, vivendo genuinamente suas verdades rumo à um caminho de alegrias e conquistas.

A partir do momento em que sabemos que todas as respostas estão em nós mesmos e que o tarot opera como uma ferramenta que traz isso à tona revelando os melhores caminhos, passamos a agir com segurança e confiança em nosso cotidiano. Muito mais do que um oráculo, o tarot eleva a autoestima daqueles que o consultam e age para o objetivo que buscamos: um estado de paz e felicidade que começa em nós mesmos e irradia por todos aqueles que convivem conosco.

Conhecendo algumas cartas do tarot

Com o objetivo de enriquecer seu aprendizado e para que você entenda como de fato as figuras do oráculo refletem estados comuns a todos nós, vale conhecer algumas das cartas do jogo. O LOUCO, arcano que não tem número fixo, representa aquele estado de imaturidade e total desprendimento que pode aparecer em situações no decorrer de nossas vidas. A RODA DA FORTUNA, por exemplo, indica que uma mudança na situação irá acontecer rapidamente, um período transformador! Já O ENAMORADO aponta a necessidade de decisão em algum relacionamento da vida do indivíduo. O ENFORCADO, por sua vez, pode indicar uma postura passiva e acomodada na situação. Estes são apenas alguns exemplos de interpretações para estas conhecidas cartas, porém é importante ter ciência de que são inúmeras as interpretações para os arcanos deste jogo fantástico, habilmente conduzidas pelos tarólogos.

Origem da palavra Tarot

A origem do TarotA palavra tarot evoca em si uma forte energia esotérica, que faz pensar em destino, caminhos e ação. É uma palavra universal, cuja egrégora já está firmada no inconsciente coletivo. Sua etimologia, no entanto, permanece misteriosa, assim como a origem do próprio tarot, cercada de controvérsias. Por vários séculos, grupos de estudos esotéricos e ocultos, formadores de opinião e terapeutas têm se debruçado sobre a origem desta palavra. A mais divulgada é a versão italiana, isso porque há provas concretas de que o tarot teria surgido entre os séculos XV e XVI nas imediações da região norte da Itália. Em italiano, o oráculo é conhecido como “tarocchi” ou “tarocco”, derivado da palavra tara, que significa dedução.

Há uma teoria de que a palavra tem origem no idioma árabe, na palavra “turuq”, que significa quatro caminhos. Esta teoria, aliás, tem fundamento nas ocorrências das Cruzadas, já que supostamente os cavaleiros europeus teriam trazido as cartas para a Europa durante o movimento. Ou, ainda, no vocábulo árabe “tarach”, que significa “rejeito”.

Considerado o maior ocultista do século XIX, o francês Eliphas Lévi, autor de importantes obras no cenário esotérico como Dogma e Ritual da Alta Magia e O Grande Arcano, entre outras, menciona que a palavra tarot deriva de “ROTA”, que em latim significa “rosa” ou “círculo”. Na França, a palavra teria sido inspirada no termo “tarotte”, uma referência a um modelo de desenho no verso das cartas.

Outra suposição a respeito da origem do tarot atribui seu surgimento a fontes indianas. Daí a hipótese de que a palavra tenha surgido de “TARU”, significando “baralho de cartas” em hindu.
Existe, ainda, a hipótese de que a autoria do tarot seria do povo judeu. Isso porque alguns grupos de lâminas contêm, nos arcanos maiores, os 22 caracteres do alfabeto hebraico, aos quais correspondem os 22 arcanos maiores. Em razão disso, posteriormente surgiu uma corrente inspirada na interpretação cabalística das cartas. Neste caso, a palavra tarot seria derivada do hebraico “TROA”, significando “a porta”, ou de “TORÁ”, que em hebraico tem o significado de “a lei”.

É interessante observar que a palavra tarot apresentou evolução histórica. No final do século XIV, alguns o chamavam de “ludus cartarum”; entre 1400 e 1450, foi denominado de “naibis”; e a palavra tarot teria surgido por volta de 1592 na França.

O tarot tradicional é composto por 78 cartas, sendo 22 arcanos maiores e 56 arcanos menores. ARCANUM em latim quer dizer mistério, segredo acessível à percepção humana por meio do estudo dos símbolos.

Todos os movimentos apontam que o mistério da palavra tarot e do próprio oráculo em si ainda vão permanecer por muito tempo no imaginário de estudiosos, ocultistas e adeptos do esoterismo. No século XX, as pesquisas do psicólogo suíço Carl Gustav Jung lançaram um novo olhar sobre o tarot, evidenciando a abordagem simbólica e arquetípica dos arcanos. Ao tarot foram atribuídas novas funções, para além da oracular. Com símbolos e desenhos presentes no inconsciente coletivo, o tarot ergue sua bandeira a nível mundial, sendo um instrumento maravilhoso de autoconhecimento à disposição da população mundial.

O uso terapêutico do tarot

Entenda os motivos que fazem do tarot ferramenta indispensável nos consultórios de psicólogos e analistas nos dias de hoje

Com pelo menos seis séculos de existência, o tarot é um conjunto de cartas de origem desconhecida. Cada arcano representa, simbolicamente, os elementos da psique humana, denominados pelo consagrado psicólogo Carl Gustav Jung como arquétipos. Grande estudioso dos símbolos, Jung sabia que a interpretação deles mudava no decorrer dos séculos. A partir de uma análise histórica, no entanto, percebe-se que em conjunto os valores simbólicos são constantes. É justamente por isso que o tarot tem grande validade terapêutica. Suas lâminas contêm figuras eternas e atemporais, presentes na vida de cada um.

Entender que o tarot possui valores que vão além de um simples jogo de adivinhação é o primeiro passo na compreensão dos mistérios do baralho. Muito mais do que isso, os arcanos nos convocam ao profundo entendimento do nosso consciente, subconsciente e inconsciente. Explica-se: a partir da leitura das cartas, é possível enfrentar de imediato problemas recorrentes ligados ao dinheiro, emprego, casamento, filhos, relacionamentos familiares, entre outros. Já a nível mental, uma meditação sobre os símbolos do tarot leva ao desenvolvimento intuitivo. Com a frequência das consultas e a maior proximidade do consulente com o baralho, o indivíduo conquista crescimento espiritual e energético e torna-se capaz de decidir sobre o rumo de sua vida, agindo como ator principal em sua jornada.

É necessário entender que não basta apenas saber reconhecer e listar nossos problemas. Precisamos, a todo momento, de caminhos para solucioná-los. Por meio da magia das cartas, é possível estabelecer uma conexão com o autoconhecimento e, assim, partir rumo à evolução espiritual e material. Quando lançadas na mesa, as cartas fazem com que a pessoa reflita e encontre as respostas desejadas dentro de si mesma. Em sua obra “Jung e o Tarô”, a autora Sallie Nichols afirma que “as cartas (…) trazem-nos uma ponte efetiva para a sabedoria ancestral do nosso eu mais íntimo”. Assim, não é exagero afirmar que o tarot funciona como um fiel companheiro daqueles que o consultam.

Durante seu uso terapêutico, a leitura do tarot pode, ainda, estar agregada à prática de outras doutrinas ocultas, como a cabala, astrologia, numerologia, cosmologia, práticas meditativas, alquimia, entre outras.

A Tarologia e a Taromancia

O tarot é como um vasto universo a ser explorado. A partir de sua rica linguagem simbólica e combinações dos arcanos, o estudante que se determina a estudar o tarot traz para sua vida uma inesgotável fonte de conhecimento. O conceito da Tarologia diz respeito justamente a estes estudos acerca do tarot. De origem grega, o sufixo logia indica “um campo de estudo”, um assunto específico a ser estudado. Na Tarologia, é possível abordar muitos assuntos ligados ao tarot. Em primeiro lugar, é necessário entender no que consiste o tarot e como funciona a estrutura básica dos baralhos disponíveis no mercado. De maneira geral, os baralhos mais comentados são aqueles que contém a clássica estrutura de 78 cartas, com a divisão dos arcanos em maiores e menores, como o tarot de Marselha e o tarot de Rider-Waite.

Em um segundo momento, o estudante tem acesso aos significados dos arcanos maiores do jogo, muitas vezes passados por meio de vivências como meditações e visualizações, além de outros métodos esotéricos que agregam valor ao estudo das cartas. O importante, no entendimento dos arcanos, é que o estudante internalize o valor de cada lâmina do jogo, daí a necessidade de experiências práticas. Na sequência, têm-se a apresentação dos arcanos menores, que têm origem nos naipes de paus, copas, ouros e espadas. Nesta fase, o indivíduo entende os significados de cada um desses naipes para, em seguida, absorver o conceito de cada uma das cartas. Os arcanos menores funcionam como complementos aos maiores, enriquecendo assim a leitura da mandala de tarot. Por este motivo, para chegar ao conhecimento destas lâminas, o estudante precisa ter tido a total compreensão dos arcanos maiores. Na terceira etapa do estudo, têm-se o ensino das mandalas, que representam a maneira de se dispor as cartas na mesa. A “cruz celta” e o método “três cartas” são dois formatos bastante conhecidos do público.
Vale registrar que ética e postura também são assuntos de grande importância comentados na Tarologia, já que o comprometimento e sinceridade do tarólogo são imprescindíveis para um trabalho de qualidade. Acima de todos as etapas da Tarologia, porém, o mais importante é a vivência diária e sistemática. Com a prática disciplinada, rapidamente o candidato à cartomante é capaz de se tornar um excelente profissional do tarot.

O sufixo mancia (do grego), significa, por sua vez, adivinhação. Na Taromancia, têm-se uma visão holística e integral do tarot, que não somente funciona como oráculo, mas também como conselheiro e ferramenta de acesso ao autoconhecimento. Na Taromancia, o estudante aprende práticas meditativas com as cartas, que aguçam a intuição, agregando valor às consultas. Neste contexto, o tarólogo se aprofunda, ainda, nos estudos do tarot e sua relação com a psicologia. Símbolos e arquétipos baseados na obra do famoso psicólogo suíço Carl Gustav Jung, por exemplo, são pontos altos do estudo. A Taromancia tem, assim, foco no poder de autotransformação e evolução de cada ser humano.

Para se formar um tarólogo completo, é preciso unir os conhecimentos adquiridos na Tarologia e na Taromancia, estações cheias de encanto e sabedoria para os interessados em se aprofundar na arte do tarot.

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